Com base nas discussões feitas no seminário da disciplina de Educação, Sociedade e Informação
Texto de Juan Inácio Pozo
Vivemos em uma sociedade da aprendizagem (Pozo, 2002), uma sociedade na qual aprender constitui não apenas uma exigência social, como também uma via indispensável para o desenvolvimento pessoal, cultural e mesmo econômico dos cidadãos.
Essas demandas crescentes de aprendizagem produzem-se no contexto de uma suposta sociedade do conhecimento, que não apenas exige que mais pessoas aprendam cada vez mais coisas, mas que as aprendam de outra maneira, no âmbito de uma nova cultura da aprendizagem, de uma nova forma de conceber e gerir o conhecimento, seja da perspectiva cognitiva ou social
A cultura da aprendizagem está mudando, as tecnologias estão criando novas formas de distribuir a informação, que pode ou não vir a se tornar conhecimento. São necessárias novas formas de alfabetização da informatização. Hoje qualquer pessoa pode publicar na web, no entanto, exigem-se capacidades ou competências para selecionar as informações e não acabar fazendo besteiras... Não se trata somente em saber navegar, é preciso não naufragar na rede!!
Neste sentido o papel do professor é proporcionar atividades que permitam a assimilação e o tratamento da informação, para que possam transformar essas informações em conhecimentos significativos.
Os saberes já não são absolutos, as verdades são discutíveis e as dúvidas são permanentes, mudam a cada dia e como diz Pozo, “verdade é coisa do passado”... Ou, como diz Morin (2001, p. 76), “conhecer e pensar não significa chegar à verdade absolutamente certa, mas sim dialogar com a incerteza”.
Para que isso aconteça é preciso baixar o nariz de muitos professores e exercitar a humildade. A expressão “aprender a aprender” está tão manjada...pena que o sentido principal dela não esteja acontecendo. É preciso formação, estudo sério e não enchessão de lingüiça.
Todas as áreas do conhecimento evoluem, porque a EDUCAÇÃO continua na mesma???....
